1 de outubro de 2011

Crónicas de África (iii)

Hoje, sábado, fui às 6:30 da manhã ao aeroporto de Maputo para tentar alterar a data do meu voo de regresso a Lisboa (parece que o balcão da TAP no aeroporto só abre quando há voos para Portugal - é uma política de vendas muito peculiar).

Não consegui alterar porque só alteram datas de voo no aeroporto nos dias em que queiramos viajar antecipadamente (ou seja, se eu quissesse viajar naquele dia tudo bem, mas alterar o voo da próxima semana já não pode ser, tem de ser noutro balcão da TAP que fica num hotel e tem um horário das 08:00 às 15:30, ou seja, para tipos desempregados ou reformados ou toxicodependentes que se enganem no vão de escada).
 
É giro passear na cidade aos fins de semana bem cedo porque as ruas estão vazias como naquele filme do preto e do cão, embora se vejam poucos cães (quer dizer, desde que não sejamos assaltados ou assassinados, porque desta foram  seria bastante aborrecido).
 
Fui comprar jornais e revistas portuguesas para me tentar manter minimamente informado. Descobri que a Visão aqui custa um balúrdio (300 meticais, mais ou menos 7.5 € para descobrir mais buracos na Madeira - e havia lá tantas Penthouses disponíveis com temáticas idênticas...) e o jornal Sol é o pior jornal que alguma vez li em toda minha vida depois da Sentinela dos Jeovás (o 24h também era mau mas pelo menos divertia-nos). Claro que a versão para África é muito localizada em termos informativos mas nunca pensei que fosse tão mau (até o saco é péssimo, com uma face rosa e a efigie da Hello Kitty)

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