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8 de junho de 2009

o Acidente

Quem não for habitualmente muito atento às notícias, e tiver prestado mais atenção nesta última semana, pensará certamente que foi a primeira vez que caiu um avião no mundo tal a atenção (principalmente na forma) que se tem dado à tragédia...
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É lógico que será sempre de lamentar a morte de pessoas (em que circunstâncias as mesmas aconteçam) e que o desaparecimento do avião reveste a situação de um tom ainda mais dramático, mas não foi o primeiro nem será o último avião a cair.
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Todos os anos caem alguns aviões e não se vê tanto mediatismo à sua volta (ou será que um avião cheio de sudaneses a cair na Somália, ou cheio de cazaques a cair no Turquemenistão tem menos importância que outros com rotas mais românticas?).
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Também curioso é o facto dos media nacionais terem logo a preocupação de verificarem se alguma das vítimas é portuguesa... e quando não é, parece que assumem isso com uma certa desilusão... os portugueses parece que gostam de fazer parte das tragédias... até nisso são egoístas...
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Não havendo vítimas nacionais, lá arranjaram um luso-brasileiro (uma espécie de Deco dos passageiros de voos) que, por um acaso divino, não tinha chegado a embarcar no voo fatal... Acaso divino? Parece que afinal não... o senhor tinha apenas o passaporte caducado (típico laxismo lusitano...)

28 de novembro de 2008

Em voo livre...


Nesta última viagem de trabalho (ao Funchal, para quem não reconheceu a foto), apanhei no voo com um grupo sénior (3ª idade dizem ser ofensivo), maioritariamente feminino (apesar dos bigodes...), que regressavam de mais uma espectacular excursão a Fátima.
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Na altura da refeição (uma sandes??!), na distribuição das bebidas, tive a oportunidade de assistir a alguns diálogos fabulásticos entre as assistentes de bordo e as avózinhas:
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Hospedeira (H): Vai tomar alguma bebida?
Passageira (P): Um chá.
H: Isso é só depois da refeição.
P: Não pode ser já?
H: Não, só depois. Agora é uma bebida fria. Quer um Ice-Tea?
P: Ahn?
H: Um Ice-Tea?
P: Ahn?
H: Um chá frio?
P: Não pode ser quente?
H: Isso é só depois da refeição.
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Ou ainda este:
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P: Menina, quanto tempo falta?
H: Então, se saímos a horas devem faltar 20 minutos. É 1h20m de viagem.
P: Ah, isso foi o tempo que gastámos até Fátima.
H: Ahn?
P: Da Madeira a Fátima.
H: Mas Fátima não tem aeroporto!
P: Pois não! Fomos de camioneta...
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Há uns meses atrás critiquei aqui (e aqui e também aqui) as funções das hospedeiras. Bolas, tiro-lhes aqui o chapéu pela paciência!!

26 de janeiro de 2008

Triple X

Hora de regresso a Maputo... Saída às 09h do Songo para uma viagem de carro de 2 horas até Tete... Chegada ao aeroporto e notícia de que o voo, que era às 14h, talvez saísse às 17h (os aviões estão todos requisitados para o resgate das vítimas de cheias, restando um - sim, um único - avião fretado a uma companhia charter sul-africana para fazer todas as viagens internas).
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Feito o check-in aqui está o meu lugar no aparelho aeronáutico:

Eh lá!!! tu queres ver que há outra classe nos aviões? Económica, Executiva, 1ª Classe e XXX. Já estava à espera do comunicado do comandante: "Ladies and gentlemans, is the blá, blá, blá... the weather blá blá blá... and now enjoy the show of miss Tatiana..." (ao som de Joe Cocker)...

Mas afinal era um voo normal só que sem lugares marcados... Normal não! porque com atraso e com o avião a dar a volta ao país num dia em escalas sucessivas, corria-se o risco de nem todos os passageiros terem lugar. Assim, num rasgo de inteligência e experiência acumuladas, deixei-me ficar para o fim na entrada no avião. Et voilá!!! Na mouche!! Já não há lugar!! Está bem, eu não me importo de ir para executiva, se não há mais lugares...

PS: entretanto atingi as 10.000 visitas com um visitante de Gondomar. Obrigado Valentim! E obrigado a todos que, visitando uma primeira vez o blog, ainda acreditam que faça sentido vir cá mais vezes...