26 de agosto de 2015

Os Refugiados

Segundo o dicionário da Porto Editora:

Migrante: que muda de região ou de país;mudar de um lugar para o outro; emigrar

Refugiado: que ou pessoa que se refugiou ou abrigou; que ou pessoa que abandonou o seu país para escapar a perseguição, condenação, guerra, etc.

Era tempo dos jornalistas e dos políticos deixarem de chamar migrantes a verdadeiros refugiados que surgem na Europa aos milhares (aquilo não são ciganos a passear de feira em feira, aquilo é gente a fugir da morte e da miséria humana em todas as vertentes possíveis).

A Europa debate-se neste momento, provavelmente, com o maior desafio desde o final da 2ª Guerra Mundial. Infelizmente, para a Europa e para os refugiados, esta será também a Europa mais burocrática e cinzenta dos últimos 70 anos.

18 de agosto de 2015

O Portugal Alegre

"É tempo de Portugal ter uma mulher na Presidência da República. Muitas das críticas a Maria de Belém partem de preconceitos sexistas e machistas". (Manuel Alegre, 18.08.2015)


Confesso que a mim custa-me sempre entender a defesa da igualdade pela discriminação. Ao afirmar que agora é tempo de ter uma mulher na presidência, indirectamente Manuel Alegre diz-nos que há um ano, há 5 anos, ainda não era tempo. E porquê? Não sabemos porque Alegre não diz.


No EUA há uns anos também se dizia que era giro ter um preto/negro/de cor (riscar o que vos soar pior) na presidência, já que ainda não se podia ter uma mulher. E que no futuro seria curioso ter um hispânico.


A defesa da igualdade de género pelo 'fenómeno engraçado e curioso' não me parece a forma mais feliz de promover as mulheres. Qualquer dia também poderá ser engraçado ter um coxo a primeiro ministro, ou um deficiente mental a presidente (esperem! neste último caso isso já terá sucedido).


Da mesma forma que não acredito em quotas na Assembleia ou nas listas dos partidos. Acho que nenhuma mulher deveria aceitar a existência de quotas em qualquer lista que seja porque isso remete para uma espécie de curral social.

Dizer que Portugal já está preparado para ter uma mulher na Presidência é um vexame para as mulheres. Eu prefiro acreditar que Portugal esteja pronto para ter novamente um Presidente decente, seja uma mulher ou um homem. 



21 de junho de 2015

Oh não! Chegou o Verão!!!


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Só para avisar que chegou o Verão!! O que significa que algumas pessoas vão acordar para a vida e lembrar-se do fato de banho e do corpo que têm de meter dentro desse fato de banho.

Uma vez que a ida para o ginásio já não vai fazer qualquer efeito recorrem a todo e qualquer tipo de dietas: dieta detox, dieta vegetariana, dieta do paleolítico, dieta do ananás, dieta do sol, dieta dukan, dieta dos pontos, dieta ovolactovegetariana, dieta da sopa, dieta do atum, dieta da dieta...

Já se viu que estas só resultam se as pessoas começassem uns meses antes (não querem enfardar que nem uns animais durante 9 meses e depois, num mês milagroso, ficarem com a alcunha de "Sara Sampaio de Massarelos" ou "Gisele Bundchen de Arcozelo" para os 3 meses de Verão, pois não???!!).

Uma vez que que hoje em dia toda a gente propõe dietas (já há mais nutricionistas na televisão que cartomantes!!!), vou também deixar aqui as minhas sugestões:

i) Dieta do Fechar a Boca - a pessoa tem um prato de feijoada à brasileira ou de carne de alguidar com migas e simplesmente fecha a boca e foge da mesa aos gritos à procura de um copo de água (não, a água não engorda!!! excepto se for a água do cozido e incluir lá dentro a feira do fumeiro de Vinhais!!);

ii) Dieta do Biafra - para quem gosta de viajar nada como ir durante uns meses conhecer a realidade, por exemplo, de algumas populações africanas que vivam em condições sub-humanas e experienciar o seu dia-a-dia e a sua alimentação (pode ser complementada com a Dieta da Diarreia em casos mais extremos).

iii) Dieta do Coma - não o acto de comer, mas o acto de estar parcialmente inconsciente ligado a máquinas. É uma das melhores formas de não cair em tentações, nos hospitais não há picanha com feijão nem iogurtes gregos para ninguém (também conhecida com a dieta do soro) - convém avisar no emprego com antecedência;

iv) Dieta do Falecimento - a que apresenta os melhores resultados, mas provavelmente também a mais radical de todas uma vez que implicará o passamento físico da pessoa. Mas depois dificilmente conseguirão ir à praia. É a chamada dieta sem retorno.

16 de março de 2015

InSegurança Social



Num país com uma classe política minimamente decente todo este episódio da Segurança Social com Pedro Passos Coelho (PPC) só teria uma saída: a demissão do primeiro-ministro.

Basta olhar para exemplos pela Europa fora para percebermos que por coisas manifestamente menos graves muitos já colocaram os lugares à disposição.

Do pior que se pode fazer a um povo é tomarem-nos por parvos e tontos. Se um primeiro-ministro ter como argumento de fuga às obrigações fiscais o desconhecimento da lei ou (?!) distração (?!) já nos parece demasiado patético, tratar depois o tema como se fosse uma coisa do domínio da normalidade já é achar que somos todos atrasados mentais. Tudo isto a coberto de uma comunicação social que se mostrou muito suave com tudo isto, para não falar da oposição (daquela que pode governar) que fez parecer o Seguro um tipo afinal não demasiado mau.

A sociedade civil está completamente moribunda, apática e a viver num medo constante. No outro dia, acerca dos exames de inglês que darão um certificado aos professora, uma professora falava sob identidade oculta a uma televisão.

Quando para falar da porra de uma prova de inglês já temos que nos esconder, há qualquer coisa de muito errado neste país...

18 de janeiro de 2015

Uma aventura na easyJet (continuação)

Se Salvador Dali fosse vivo seria certamente a cara da companhia aérea easyJet tal o surrealismo que acompanha os voos desta companhia.

Na minha viagem de regresso fomos brindados com mais umas inovações desta companhia low cost, nomeadamente:

i) o piloto faz a apresentação da equipa a bordo como se tivesse a apresentar as raparigas num clube de strip-tease, "hoje temos lady Kelly, lady Fabiana e miss Adriana" (não que eu saiba como são esses clubes, contaram-me). Só que na easyJet é mais do estilo "hoje temos à frente o João e a Ana e lá atrás a Mariana";

ii) a meio da viagem, com os auscultadores postos a ouvir música, oiço alguém a falar no intercomunicador. Pensei que fosse o piloto a dar as condições meteorológicas ou qualquer e coisa assim, mas eis que vejo todos os assistentes de bordo juntos numa das pontas do avião enquanto um deles nos tentava impingir produtos da revista como se fossemos um daqueles velhotes que, por 29,99 €, compram uma viagem de autocarro a Badajoz com almoço incluído mas que acabam por comprar um colchão de 2000 € ou um conjunto de panelas por 1500 €. Ouvi coisas como "este carregador é muito prático e é levezinho para levar no bolso", "este perfume cheira muito bem". Foi uma espécie de TV Shopping mas em muito mau (diga-mos que o Mike e Melga seriam bastante melhores)

iii) e quase no fim do voo, antes de começar a descida começou um peditório (ou, para os mais sensíveis às palavras, uma angariação de fundos) para a Unicef, em que uma das assistentes de bordo pega num daqueles sacos de plástico utilizados para as compras no Duty Free e começa a percorrer o avião com o saco aberto.

15 de janeiro de 2015

Uma Aventura na easyJet

A aventura na easyJet começa logo no Terminal 2 do aeroporto de Lisboa onde se apanha o avião. Uma mistura de antigo terminal de camionagem do Arco do Cego com uma estrebaria onde o gado é acomodado numa espécie de vagões que a ANA chama pomposamente de sala de embarque.

No caso dos voos da easyJet (não sei se será assim noutras low cost) entra-se depois num 2º nível de curral ainda mais pequeno onde ficamos em pé a olhar para a pista a salivar enquanto estamos todos encostados uns aos outros como se estivéssemos a construir um puzzle humano (só que naquela parte em que pegamos nas peças e as enfiamos à balda para dentro da caixa).

Depois, quando já percebemos o que é suar, abrem uma porta de acesso ao exterior mas obrigam-nos a ficar ainda retidos, talvez para podermos sentir a corrente de ar no corpo transpirado e podermos assim levar para o destino final uma bela constipação.

Quando somos autorizados a avançar percorremos uma espécie de trilho marcado no chão até ao avião, como se estivéssemos a fazer um paddy-paper na pista do aeroporto até chegar ao objectivo final, a aeronave! Tudo isto numa fila indiana (se bem que quem tenha estado ou veja reportagens da Índia, as filas indianas para o que quer que seja nunca são filas mas sim amontoados de gente, pelo que esta expressão coloquial não faz qualquer sentido a menos que seja "fila indiana dos tempos da ocupação colonial britânica onde ainda havia um mínimo de organização").

Entrar num avião da easyJet lembra-nos de imediato o Portugal dos Pequenitos (eu gosto bastante de miniaturas e maquetas mas não quando me obrigam a entrar nelas!). As cabines são obviamente pequenas demais, sobretudo quando toda a gente leva bagagem de mão para não pagar malas no porão.

O uso do cinto em voos easyJet nem deveria ser obrigatório na medida em que, dado o tamanho dos lugares e a distância entre eles, penso ser extremamente difícil saltarmos do lugar mesmo que o avião passe por uma montanha russa de poços de ar tal o entalanço em que vamos (a não ser talvez no caso de anorécticas ou anões). Aliás, nos voos da easyJet deveria ser obrigatório ir sempre uma equipa de bombeiros especialistas em desencarcerar pessoas.

O facto das companhias low cost não terem alimentação gratuita é óptimo para os espaços de restauração que, assim, estão sempre repletos de pessoas. Isso e o facto de não haver nada para fazer no Terminal 2, nem sequer lugar para se sentar a maior parte das pessoas (se para estar sentado  descansadamente tenho de ir comer um Big Mac, vamos lá a isso!!)

Os aviões da easyJet, a levantar e aterrar, parece que se estão a desfazer todos. As técnicas de descida prévia para aterragem parecem ter sido aprendidas em workshops denominados "Kamikaze" (dá a impressão que o piloto e o co-piloto vão em amena cavaqueira sobre os jogos de squash e último gin da moda e que depois, de repente, se lembram que têm de aterrar).

Adoro a venda de raspadinhas nos voos da easyJet!! Como se alguém tivesse espaço suficiente nas cadeiras para conseguir sequer fazer o movimento de raspar o que quer que se seja para além do de nos rasparmos o tempo todo nas pessoas que vão ao nosso lado ou os joelhos na cadeira da frente!! (se tivéssemos de andar todos os dias na easyJet, as joelheiras nas calças seriam moda!!)

15 de novembro de 2014

Visa Gold

Quando os Visa Gold foram criados muitas suspeições se levantaram sobre quem iria usufruir dos mesmos. Duas das condições possíveis para a obtenção do mesmo seriam a transferência de 1 milhão de euros ou o investimento imobiliário de 500 mil euros, o que apontava logo para a possibilidade de lavagem de dinheiro (a outra condição - criar 10 postos de trabalho - deve ser tão residual que nem costuma ser mencionada, embora seja aquela que efectivamente poderia trazer algo de diferente para o país).

Ou seja, a preocupação seria que de repente estaríamos a vender a nossa nacionalidade a criminosos quase sem fazer perguntas (é obrigatória a entrega do registo criminal do país de origem ou do país onde se esteja a viver há um ano, o que para um criminoso que está disposto a lavar 500 mil ou 1 milhão de euros não deve ser muito difícil obter um registo limpo).

Agora o que não estaríamos à espera é que a criminalidade estivesse dos dois lados da equação, que quem emite os vistos também entrasse neste esquema vergonhoso de venda do ser português. Um alto dirigente policial?!? Uma vergonha!

Gostava de ouvir o Macedo, o Portas, o Passos, o Pires de Lima e todos os promotores desta corrupção (em vez de estarem a discutir o euro que os turistas vão pagar em Lisboa, como se fosse uma novidade no mundo).

31 de outubro de 2014

Biclas

Em primeiro lugar devo dizer que não tenha nada contra bicicletas. Nas minhas férias de Verão em criança eram presença diária na minha vida.


O que eu não gosto é de fundamentalismos, sejam de que tipo forem, como se os problemas do mundo fossem resolvidos por pessoas andarem em cima de duas rodas.


Vem isto a propósito da aberrante lei que concede poderes especiais a quem hoje em dia se monta numa bicicleta.


Neste momento temos carros a andar na estrada, pessoas a andar nos passeios e bicicletas que podem andar em qualquer lado, passando de estradas para passeios e vice-versa como se o mundo fosse apenas deles. Os ciclistas são, hoje em dia, uma espécie de taxistas verdes, ou seja, em nome supostamente do ambiente consideram-se donos de estrada.


Basta ir a uma estrada nacional concorrida como a Marginal que liga Lisboa a Cascais para percebermos o perigo que representam, não apenas pela velocidade e obstáculo que apresentam,tanto mais que hoje em dia já não precisam de andar em fila indiana podendo andar em paralelo e obrigando os automóveis a guardarem penso que pelo menos 1.5 metros nas ultrapassagens (e isso, na maior parte das estradas nacionais com duas vias como a Marginal obrigaria, para cumprir o estabelecido ou a não se fazerem nunca ultrapassagens na faixa da esquerda ou a ultrapassar-se pisando o traço contínuo que divide as faixas).


Já para não falar no facto de muitas das vezes estamos na presença de pessoas que efectivamente pouco sabem andar de bicicleta.


Temos assim esta situação curiosa mas aberrante em que ciclistas podem andar livremente em espaços públicos sem qualquer registo, sem qualquer imposto de circulação e sem qualquer obrigatoriedade de seguro, convivendo alegremente com os outros meios de transporte. Isto supostamente em nome do ambiente (como se as cidades nacionais com subúrbios a 20 kms do centro pudessem usufruir efectivamente deste tipo de meio de transporte).

18 de setembro de 2014

Salto à Vara !

Tinha isto guardado há tanto tempo e a decisão do tribunal tinha que sair logo quando estava de férias!!!

17 de agosto de 2014

Bullying


Ponto prévio mas muito importante: abomino qualquer prática de bullying seja em ambiente escolar, laboral ou da vida privada de cada um.

No entanto hoje em dia, especialmente ao nível do ambiente escolar, está a criar-se uma espécie de bolha cada vez apertada à volta dos alunos em que tudo o que possa extravasar essa bolha é considerado bullying.

Aliás, só a popularização do termo numa língua estrangeira veio, de certas forma, atribuir uma importância ainda maior ao tema, criando não poucas vezes a percepção de situações que efectivamente não são bullying, mas apenas estupidez (embora o bullying obviamente também contenha uma grande dose de estupidez). Com a explosão das redes sociais (as redes sociais funcionam para a vida pública como 'os mercados' no mundo financeiro, entidades abstractas mas com um poder enorme), mais os telemóveis com câmara e internet, mais o fenómeno se intensifica em exposição pública.

Eu ainda sou do tempo (e agora vou vestir a pele de velho do restelo que diz que no passado é que era bom) em que à saída da escola (quando não era lá dentro) lá estavam uns tipos mais velhos à espera para nos pedir uns trocos, arriscando-nos a levar umas bofetadas caso tivéssemos uma resposta negativa. O nosso temor no caminho escola-casa que nos pudéssemos cruzar com esses tipos (hoje em dia os putos já nem para a escola vão a pé).

No Carnaval, ao chegar à escola, o caminho portão-edifício apresentava-se completamente vazio quando em dias normais estaria cheio de gente. Mais parecia Sarajevo, com os seus snipers de balões de água (seria água?), ovos e farinha, espuma de barbear e sabe-se lá mais o quê! (a comparação com Sarajevo, não me vão para aqui escrever coisas sem sentido, é meramente alegórica e desproporcional como é lógico, um bem-haja a todos os bósnios). Curioso é que faltava sempre a água em Oeiras nessa altura do ano e acabava por nunca haver aulas à tarde.

A minha geração apanhou o flagelo das drogas e dos metálicos (que na altura era quase o mesmo). Havia esperas à porta da escola para pretos baterem em brancos, ciganos baterem em pretos, brancos baterem em brancos, mas coisas à séria. Tive um professor de Estudos Sociais (??) no 5º ou 6º ano que nos sentava no caixote do lixo virado para a parede e ameaçava que nos (sic) "dava um nó na pila".

Nunca ninguém me falou em bullying. Se por coisas destas um tipo pensasse em suicidar-se haveria escolas com funerais todos os meses. Chama-se a isto a lei da sobrevivência em ambiente selvagem. Hoje em dia os putos vivem em cativeiros. E nós sabemos o risco que é colocar um animal nascido e criado em cativeiro naquele que deveria ser o seu habitat natural (já vi no NG Wild e normalmente acaba com os abutres a depenicarem-no).

A minha geração sobreviveu a tudo isso e não consta que tenha ficado com muitos danos (quer dizer, a nova geração de políticos pertence praticamente a mesma geração que eu é efectivamente não augura nada de bom).

Hoje em dia se os professores mandam trabalhos de casa nos fins de semana ou férias, isso é bullying.
Hoje em dia se os alunos têm testes em dias consecutivos, isso é bullying.
Hoje em dia se na cafelaria não há croissants com creme isso é bullying.

27 de junho de 2014

Mundial 2014 - Balanço

Isto de fazer balanços do Mundial quando o mesmo ainda vai a meio tem muito que se lhe diga. Mas aqui vai:

Guarda-redes
Rui Patrício - parece que já vinha lesionado. No jogo com a Alemanha fez passes de morte que os avançados alemães nunca souberam aproveitar. Veio de barriga cheia desse jogo.
Beto - sofreu um golo em que ficou a olhar para olhar para bola, outro com a barriga e ainda ia partindo a bacia. Era a arma secreta para as decisões por penalties fora do lugar. Saiu a chorar não se sabe ainda muito bem porquê.
Eduardo - o único guarda redes que não sofreu golos no Brasil (mas continua com aquela maneira estranha de correr com os joelhos para dentro)

Defesas 
Fábio Coentrão - o melhor defesa português do Mundial, lesionando-se estupidamente numa jogada tonta. Nas entrevistas pós-lesão e regresso, pareceu-me sempre que estava aliviado por ter vindo embora
Pepe - na sua terra natal, prescindiu do futebol para apostar na modalidade do vale tudo
Bruno Alves - igual a si mesmo, sempre nervoso, deixando-nos sempre na expectativa de saber se iria matar alguém (até nas flash interview é agressivo a falar!!).
João Pereira - a prova de que o nanismo não pode tirar os sonhos às pessoas. Representou Chelas com grande dignidade, apostando como sempre no vocabulário bairrista.
Ricardo Costa - Nunca joga mal... mas também nunca joga bem. 
André Almeida - Passou de 'jogador que veio passar férias ao Brasil' para 'possível títular em 3 posições diferentes' (defesa direito, defesa esquerdo ou médio). Com tanta coisa acabou por se lesionar
Neto - quem? é um russo, não é?

Médios
João Moutinho - outro representante do nanismo, houve jogos em que nem me apercebi que ele estava em campo. Óptimo para calço de mesas!
Miguel Veloso - fez duas assistências para golo. Dois péssimos centros em que os defesas contrários se desorientaram tanto com a falta de qualidade do passe que acabaram por dar golo. Acabou a defesa esquerdo demonstrando que a velocidade afinal não é uma coisa de somenos no futebol (tem aquele jeito característico em que parece que está sempre em grande esforço em tudo o que faz);
Raul Meireles - ai a barba tão gira!! ai as tatuagens tão peculiares!! ai que ele é o DJ da selecção !! ai que ele é o mais engraçado !! Futebol apresentado: Zero!
William Carvalho - opção de último recurso do treinador quando já nada funcionva. É enorme!! Mas também lentíssimo!
Rúben Amorim - parecia esgotado fisicamente ainda o hino estava a tocar...

Avançados
Cristiano Ronaldo - o principal culpado da debacle (tivesse estado quieto nos jogos com a Suécia e nada disto tinha acontecido, para além do seleccionador já ser outro por esta altura!!!). 1 golo e 3 penteados.
Éder (Sp. Braga) - quando alguém se chama Ederzito está tudo dito. É o futuro da selecção (!?!?!?!)
Hélder Postiga - 15 minutos em campo (talvez dos melhores de sempre na selecção)
Hugo Almeida - há quem aplauda quando ele se lesiona e tem de sair. Eu choro de alegria! Um dos 50 melhores jogadores de bigode deste Mundial
Nani - muito provavelmente o melhor jogador desta campanha (infelizmente quem ser Ronaldo quando deveria tentar ser Nani)
Rafa - quem?
Varela - quando Varela é uma espécie de arma secreta do seleccionador, muito está dito sobre esta equipa.
Vieirinha - o nosso número 10 (?!?!?!?!)

Equipa Técnica

Paulo Bento - teimoso e conservador como sempre, só mudou a equipa para substituir os lesionados. Até 2016 vão ser 2 anos muito penosos.

Médico - quando um médico aparece nas conferências de imprensa a explicar lesões está tudo dito (10 em 23 jogadores não foi?)

23 de junho de 2014

Crónicas do Mundial - E.U.A.

No jogo com os E.U.A. a equipa portuguesa, relativamente ao jogo anterior, veio confirmar duas coisas:

i) não jogamos absolutamente nada;
ii) fisicamente estamos num estado deplorável;

Se no 1º caso já era uma prática comum no tempo de Paulo Bento, sendo disfarçado pelas exibições de Ronaldo, no 2º caso já é um caso mais estranho. Não me parece muito normal que haja tantas lesões musculares como os jogadores apresentam, tanto mais fazendo a comparação com as outras selecções.

A escolha do local de estágio parece assim ter sido feita não por Paulo Bento, o seleccionador de uma equipa de profissionais de futebol que vão representar um país, mas sim por Paulo Bento, um veraneante que está a escolher um destino de férias (pior só quando fomos para Macau estagiar no Mundial da Coreia com os resultados que se viram na altura)

Neste momento, como em tantas outras no passado, estamos reféns da matemática. E nós sabemos como os futebolistas são sempre tão bons a matemática.

Para passarmos necessitamos daquilo que já foi classificado como 'um milagre'. Eu diria que iremos necessitar pelo menos de 3 milagres:

i) a Alemanha ganhar por 1 ou 2 golos aos Estados Unidos (o mais verosímil de acontecer);
ii) Portugal ganhar ao Gana (será que conseguiríamos ganhar a alguma selecção deste Mundial??);
iii) Portugal ganhar ao Gana por 3 ou mais golos de diferença ao Gana (sem comentários);

Ou seja, é uma espécie de milagre de Fátima em conjunto com o milagre das rosas da Santa Isabel de Aragão e o milagre da recuperação económica do Sporting. Ou seja, algo perfeitamente plausível de acontecer. Aliás, as entidades divinas patrocinarem o nosso sucesso no Mundial seria algo estranho de acontecer (se gostassem assim tanto do futebol português  ou quisessem o no nosso êxito não nos teriam dado para pontas de lanças coisas como o Hugo Almeida, Postiga ou Ederzito).

Olhando para a classificação, e temos de ser o mais pragmático possível, o Gana tem muito mais probabilidades de se apurar do que nós (é mesmo que termos um acidente em que o português fica todo estropiado e o ganês parte o pulso - e acharmos que o português é quem tem mais possibilidades de se safar).

Copa do Mundo - Balneário

Imagino a conversa de ontem no balneário da selecção logo após o jogo com os norte-americanos:

Paulo Bento: Porra Varela!!! O que é que foste fazer??!!!

Varela: Foi sem querer mister.

Paulo Bento: Agora foste manter a esperança nos portugueses!! Para que é que foi aquilo?!!

Varela: Desculpe mister. O mister sabe que eu quase nunca marco assim. Mas não estou habituado a centros tão bons como aquele do Ronaldo. No Porto é sempre o Licá ou o Josué e nunca me vão à cabeça. Ou quando vão a bola vem tão enrolada que quando me bate na cabeça sai pela linha lateral.

Ronaldo: Podias ter fingido que não a apanhavas!!

Varela: Foi o que eu tentei fazer! Até fechei os olhos, mas a bola parecia que vinha teleguiada. E com a humidade na cabeça ganhou aquele efeito estranho e foi para a baliza. Foi um azar mister!

Paulo Bento: Assim não te posso colocar a titular contra o Gana. Ias jogar tu e o Nani nas alas e o Ronaldo a ponta de lança (porque o Éderzito deve lesionar-se aos 15 minutos como todos os pontas de lança desta equipa). Mas assim não posso arriscar, ainda me metem 3 golos!! Prefiro jogar com o Vierinha a ponta de lança.

Varela: Não faça isso mister!!! Eu prometo fazer aqueles remates com o corpo todo para trás com a bola a ir para as bancadas como habituei os adeptos do Porto.

Paulo Bento: Não, não!! Não posso arriscar. Ainda nos qualificamos para jogar com a Bélgica nos oitavos, não posso arriscar isso. Já tenho férias marcadas para a próxima semana, se adio mais uma vez a minha mulher mata-me. Vá, agora ajudem-me aqui a arrumar os 200 kg de bacalhau para levarmos de volta.

Ronaldo: Mister, deixe-nos primeiro arrumar os 150 kg de gel para o cabelo que temos aqui.

19 de junho de 2014

Crónicas do Mundial - Alemanha

A estreia de Portugal não augurava muito de bom, tal o nosso passado em confrontos com os germânicos.

Mas mais do que a derrota (previsível olhando para a história) ou a goleada, muito mais humilhante do que isso foi a incapacidade de reacção demonstrada pelos nossos jogadores (exceptuando talvez Pepe que mostrou ser um indíviduo de reacção rápida ou, no mínimo, estúpida).

A sensação que fica é que nos andaram a enganar nas duas ou três semanas anteriores, que nos iludiram e até convenceram que a nossa equipa, não sendo favorita, poderia até protagonizar uma surpresa (a verdade é que olhando para o calendário e emparelhamento dos grupos, em condições normais deveríamos chegar aos quartos de final).

Infelizmente em pouco mais de meia hora essa sensação ilusória das últimas 3 semanas desvaneceu-se por completo pelo marasmo e apatia apresentados em campo. Supostamente nós reagiríamos melhor ao calor, o que não se confirmou, até pelo contrário os nossos jogadores mais pareciam jovens islandeses a entrar pela primeira vez em África.

Temos o mais freak meio campo de todas as selecções obviamente, mas isso não chega para ganhar jogos quando não há pernas.

Vamos ver o que nos espera no domingo... mas temo que os Estados Unidos possam ser o nosso Chile...

4 de junho de 2014

Mundial - Plano B

Na eventualidade (e vamos torcer todos para que não aconteça) de Cristiano Ronaldo não poder participar no Mundial, toda a estrutura federativa e equipa técnica têm já em preparação o Plano B que nos vai levar ao caneco.

O plano é este:


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3 de junho de 2014

Rock in Rio Experience

Declaração inicial de interesses: não sou melómano (mas também não sou nem pirómano nem heroinomano), dai que o meu afecto pelo mundo dos concertos seja algo reduzido (considero sempre que o vinil e o compacto produzem quase sempre melhores registos do que as experiências ao vivo).

Isto não significa que não considere que não existam artistas que produziam excelentes espectáculos ao vivo. Aliás foi um pouco por isso que fui ao Rock in Rio este, essencialmente por 2 artistas em particular:

- Robbie Williams, um 'guilty pleasure' assumido;
- Rolling Stones, por aquela característica muito latina de gostarem do exótico e de acidentes (o mito do "pode ser o último concerto" também muito presente)

Artistas que efectivamente dão grandes espetáculos ao vivo, ambos obviamente sob o efeito das drogas (septuagenários que chegam a esta idade com aquele ritmo devem deixar-nos a pensar se não existirão drogas boas... E que os nossos país são uns paralíticos!!)

À margem dos concertos (de rock???), existe o efeito das massas. 90 mil pessoas juntas sob o mesmo propósito podem realmente provocar um grande impacto... mas só para quem nunca foi a um estádio de futebol! Os níveis de adrenalina e de entrega não têm comparação, a irracionalidade do futebol deveria ser um case study.

Outra particularidade do Rock in Rio, e extensível provavelmente ao restantes festivais, é esta necessidade de manter as pessoas entretidas fora da zona dos palcos. E todos aqueles pavilhões fazem lembrar-me a FIL onde pessoas vão a todos os pavilhões buscar panfletos, autocolantes, etc (enfim lixo!!) como se não houvesse amanhã (só que aqui são perucas, lenços, chapéus dignos de vendedores paquistaneses).



2 de junho de 2014

Copa do Mundo

E aí está a Copa do mundo !! (na praia teremos outras copas...).

Olhando para a equipa de Portugal, temos todas as possibilidades de trazer o troféu para Portugal... mas para aí o de Miss Simpatia...

Embora eu tenha muitas esperanças (não, não é no Ronaldo!) no meio campo da equipa portuguesa que pode meter imenso medo às equipas adversárias ou fazê-las tanto rir que até se desconcentram!

Senão vejamos:

Miguel "Croissant" Veloso, a Pastelaria Garret em movimento e em forma de jogador;

Raul Meireles, um misto de António Variações, ZZ Top e sem abrigo;

Moutinho (a prova de que os anões também podem jogar futebol ao mais alto nível... juntamente com Vieirinha... curioso como temos Nani e 2 jogadores que sofrem de nanismo);

Os adversários até se assustam com este freak show! Melhor só se a Conchita Wurst também jogasse naquele meio campo!

FORÇA PORTUGAL !!!

25 de maio de 2014

Rock in Rio

E hoje é a minha estreia no Rock in Rio (Robbie Williams as a guilty pleasure).

Segundo me dizem é um espaço onde se juntam em grande animação cerca de 60 mil pessoas de cada vez, ao ar livre na relva, com música aos altos berros, muita animação, barracas de comes e bebes e bastantes artistas.

Com esta definição parece-me um SL Benfica - Sporting da 7ª jornada da Liga.

Mais um serviço publico da TVI

Eu sei que a TVI tinha os direitos de transmissão da Liga dos Campeões e que a final era em Lisboa, mas os directos da TVI 24 fazem lembrar a produção de chouriços da Sicasal. Para além de uma espécie de acordo entre televisões para entrevistar adeptos espanhóis em português, o nível das perguntas a partir de um certo momento é absolutamente anedótico.

Eis um exemplo possível (entre o real e o imaginário):

Repórter: Veio de onde?
Espanhol: de Madrid!
Repórter: quanto tempo demorou?
Espanhol: bueno, unas 8 horas?
Repórter: veio de carro?
Espanhol: no compreendo.
Repórter: veio de carro? Coche?
Espanhol: sí, sí.
Repórter: qual o consumo médio do carro?
Espanhol: bueno, unos 8 por cien.
Repórter: qual é que vai ser o resultado?
Espanhol: no compreendo.
Repórter: quem ganha?
Espanhol: Madrid, claro! 3-0!
Repórter: quem marca?
Espanhol: Ronaldo, Di Maria e Morata!
Repórter: o que é um triângulo isósceles?
Espanhol: no compreendo.
Repórter: da-me um número de 1 a 10.
Espanhol: 7
Repórter. Não, estava a pensar em 4. Qual o seu signo?
Espanhol: no compreendo.
Repórter: pronto e daqui é tudo, voltamos para os estúdios em Queluz.